sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Prof. Giovanni Casertano na UFPE

Segunda-feira, dia 17 de agosto de 2009, às 10h no Auditório de Filosofia no 15º andar do CFCH, contaremos com a presença do Prof. Giovanni Casertano — PROFESSORE ORDINARIO DI STORIA DELLA FILOSOFIA ANTICA PRESSO L’UNIVERSITà DI NAPOLI "FEDERICO II" DAL 1980, ver http://www.filosofia.unina.it/index.php?option=com_content&view=article&id=78&Itemid=103 —, especialista em Platão de renome internacional, que irá conversar sobre "A concepção de verdade em Platão", tema de seu último livro (CASERTANO, Giovanni. Paradigmi della verità in Platone. Roma: Riuniti, 2007).

Esta atividade faz parte da disciplina de mestrado que está sendo ministrada pelo Prof. Anastácio Borges e pelo Prof. Jesus Vazquez.

Convidamos todos os interessados que apareçam e que façam suas questões.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Diafonia: Darwin e a Teoria da Evolução


Diafonia: Darwin e a Teoria da Evolução

Dr. Felipe Pimentel Melo
possui Bacharelado Em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Pernambuco (2001), Mestrado em Ecologia Vegetal pela Universidade Federal de Pernambuco (2004) e Doutorado em ecologia pela Universidad Nacional Autónoma de México (2009). Atualmente é pesquisador do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste. Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Biologia da Conservação, atuando principalmente nos seguintes temas: dispersão de sementes, fragmentação florestal, interações planta-animal e conservação da biodiversidade.

Dr. Érico Andrade
possui Doutorado em filosofia pela Sorbonne (Paris IV) 30/09/2006 sob a direção de Michel Fichant. Atualmente é professor adjunto I da Universidade Federal de Pernambuco. Tem experiência na área de Filosofia Moderna, com ênfase em epistemologia, atuando principalmente nos seguintes temas: método, epistemologia e cartesianismo. Tem também interesse por filosofia contemporânea.

Na Saraiva MegaStore do Shopping Center Recife
20 de agosto de 2009 às 19h

sábado, 11 de julho de 2009

Mini-Curso: Quatro Lições sobre Platão


DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA DA UFPE APRESENTA:
MINI-CURSO QUATRO LIÇÕES SOBRE PLATÃO
Com o Prof. Dr. Franco Trabattoni
(Università degli Studi di Milano)
De 31 de agosto a 3 de setembro de 2009

Serão 4 aulas de 2h de duração sobre os seguintes temas:

- O discurso de Trasímaco na República de Platão
- A Carta VII de Platão e a questão da Oralidade e Escrita
- Aristóteles e a Doutrina das Idéias de Platão
- Heidegger e a Doutrina da Idéias de Platão

Noventa (90) vagas disponíveis
Valor da inscrição: R$ 15,00 (quinze reais)

ATENÇÃO:
- Não haverá reservas, faça já sua inscrição!
- Só receberão certificado aqueles que frequentarem o mínimo de três lições sobre Platão.
- As lições serão ministradas em italiano e terão tradução do texto base projetada por Data-Show.
- Para as perguntas e debate teremos um tradutor do italiano para o português.

Prof. Dr. Franco Trabattoni é diretor do Departamento de Filosofia da Università degli Studi di Milano, autor de vários livros e artigos sobre Platão. No Brasil, teve sua obra "Oralidade e Escrita em Platão" publicada pela editora Discurso Editorial da USP. Mais informações: http://dipartimento.filosofia.unimi.it/index.php/franco-trabattoni

Informações e Inscrições: (81) 2126 8297

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A Obra de Arte - Vídeos

Tema: "A Obra de Arte". Realizado em 15 de abril de 2009 na Livraria Saraiva do Shopping Center Recife com os professores Maria do Carmo de Siqueira Nino (Centro de Artes e Comunicação - UFPE) e Jesus Vázquez Torres (Centro de Filosofia e Ciências Humanas - UFPE)

Parte I



Parte II



Parte III



Parte IV (Final)

terça-feira, 21 de abril de 2009

Introdução ao Grego Clássico

Introdução ao Grego Clássico com Prof. Dr. Henrique Murachco. Dias 27, 28, 29 e 30 de abril de 2009 no Auditório de Filosofia, 15º andar do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) - UFPE. Valor: R$ 100,00 (apostila inclusa)

ATENÇÃO: AS INSCRIÇÕES VÃO ATÉ 24 DE ABRIL (SEXTA-FEIRA)

Informações e inscrições na Secretaria de Pós-Graduação em Filosofia. Telefone: (81) 2126-8297, falar com Bethânia ou Isabel.

Prof. Dr. Henrique Murachco possui graduação em Bacharelado e Licenciatura Em Letras Clássicas pela Universidade de São Paulo (1957), mestrado em Letras Clássicas - Universite de Montpellier II (Scien. et Tech Du Languedoc) (1961) e doutorado em Letras (Letras Clássicas) pela Universidade de São Paulo (1998). Atualmente é adjunto da Universidade Federal da Paraíba, filosofia antiga da Universidade Federal da Paraíba, - DLCV. Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas (UFPB) , - Ariús (UFPB) , - Veredas FAVIP e - Hypnos (São Paulo) . Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Línguas Clássicas, atuando principalmente nos seguintes temas: Língua Grega, Literatura, Semântica, Enunciado e Diálogo. Desenvolveu um método de ensino do Grego Clássico disponível em dois volumes:

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Diafonia: A Obra de Arte


Diafonia é um projeto de extensão do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco, criado pelo Grupo de Pesquisa DYNAMIS – Filosofia Antiga e seus Desdobramentos.

Este projeto visa resgatar algo comum e presente desde a antiguidade: o diálogo. A filosofia, na sua tradição socrática grega, se desdobrava, constantemente, nas interfaces com os outros saberes. Lembremos, por exemplo, o Banquete de Platão, ali estavam presentes o mito, a poesia, a medicina, a comédia e também a política, todos compartilhando uma situação de diálogo e diferença para se aproximar da potência de Eros. Neste evento, realizado em 15 de abril de 2009 na Livraria Saraiva (Shopping Center Recife), convidamos dois professores de áreas diversas para desenvolverem duas falas sobre o tema “A Obra de Arte”.

Prof. Maria do Carmo de Siqueira Nino possui graduação em Arquitetura pela Universidade Federal de Pernambuco (1980) e doutorado em Doctorat en Arts Plastiques et Sciences de l Art - Université Paris 1 (Panthéon-Sorbonne) (1995). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Pernambuco e coordenadora de artes plásticas da Fundação Joaquim Nabuco. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em fotografia, arte contemporânea e história e crítica da arte.

Prof. Jesus Vázquez Torres possui mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco (1990) e doutorado em Filosofia e Ciências Sociais - École des Hautes Études en Sciences Sociales (1996). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Pernambuco e tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Metafísica e Ontologia, atuando principalmente com Hegel e Heidegger.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ata sobre a Leitura da Metafísica de Aristóteles (5)

Local: Sala no 15º Andar do CFCH
Data: 20/10/2008 às 10h (6º Encontro)

Livro A (primeiro)

Início: pág.9 – 982ª - 5 (Reale)
Término: pág.15 – 983b 5 (Reale)

Capítulo 2

Quais são as causas buscadas pela sapiência e as características gerais da sapiência

Prof. Anastácio fez um resumo das principais idéias do capítulo 1 onde Aristóteles caracteriza o homem pela natureza e depois ele caracteriza as várias etapas do conhecimento que vai das sensações até a epistêmes.
Neste capítulo Aristóteles vai dizer quais são os princípios e causas que o sábio busca conhecer e vai historicamente falar dos filósofos antes dele, para mostrar que alguns filósofos atingiram certas causas e princípios mas não a totalidade ou seja vai mostrar a insuficiência do pensamento dos pré-socráticos até os platônicos.
Aristóteles sempre tenta conciliar o senso comum com as suas concepções filosóficas, ao contrário de Parmênides que vai mostrar que o senso comum está longe da concepção de sabedoria que seria a concepção de ser, ser uno. Aristóteles acha que esta tese é fantástica, mas se ela contradiz todo o senso comum ela deve ser colocada sob suspeita. Por isso ele apresenta as concepções de sábio do senso comum e fazendo em seguida a seguinte análise.
Para ele o conhecer de todas as coisas não é conhecer todas as ciências particulares, mas o conhecimento mais geral de todas as coisas, com relação as noções gerais por isso, para os homens são as coisas mais difíceis de serem conhecidas. O sábio é aquele conhece as coisas difíceis e que tem capacidade de ensinar, pois ensinar expressa a abstração e a reflexão.


Aristóteles vai fornecendo as pistas para identificar qual é o sábio, e que tipo de conhecimento ele tem, até chegar a noção dos quatro modos de dizer as causas primeiras.
No primeiro capítulo ele colocou que entre os conhecimentos os mais admiráveis são aqueles que não têm utilidade, pois os homens vão tentar conhecer, visando primeiro resolver os problemas imediatos, as necessidades e o conforto. O grande feito do homem é tentar conhecer mais as coisas superiores e não ficar só ligado as coisas de suas necessidades e conforto. Ele não chama de metafísica este tipo de conhecimento em nenhum lugar da metafísica, mas ela seria a ciência mais desnecessária.
Aristóteles vai sempre relacionando estas coisas de hierarquia, o mundo hierarquizado. Ele diz que aqueles que trabalham manualmente, por hábito, eles não têm o conhecimento, comparando com aqueles que sabem ensinar, e mais na frente ele vai comparando com o homem livre. Essa noção de liberdade em oposição ao homem que não é livre, por que o homem que não é livre ele é em função do outro. O homem que trabalha manualmente trabalha em função daquele que o ensinou.
Esta idéia já encontramos em Platão no Sofista, onde ele vai dizer que a dialética é a ciências do homem livre e parece que no começo do sofista, ele faz a distinção entre as artes de aquisição, produção e separação. A arte de aquisição é aquela que toma o que já existe, as artes produtivas são aquelas que fazem de algo que não é e passam a ser. Esta divisão é própria do homem que ele vai chamar de dialético, por isso que ele tem que ser uma homem que tenha uma certa visão. O homem livre é aquele que pode examinar estas articulações a partir do ponto de saída, depois chegar até as divisões das especificidades que se procura em direção de uma definição satisfatória. Pois esta é a arte dos homens livres que vai classificar as coisas segundo as articulações naturais.
A ciência tem que explicar o senso comum. Ela não só foi ao senso comum, mas ela é um aprofundamento do senso comum, pois, ele tem uma razão de ser. A primeira das características é conhecer as coisas segundo a totalidade, o homem universal, o homem mais geral e não o homem particular.
O homem enquanto todo, ele não é apreendido sensivelmente, mas na ordem dos princípios eu posso supor que aquilo que é mais distante de nós é prioritário em si mesmo em relação aquele que está mais próximo. O que se busca é o homem enquanto totalidade, e ai ele vai colocar o problema de se a substância homem existe em si mesmo.
A questão é que aquilo que está mais próximo é aquilo que se apresenta às nossas sensações, ou seja: a physis. E o que precisamos buscar é aquilo que está distante de nós, além da physis, que seria de alguma forma primeira do ponto de vista ontológica (isto na Metafísica). Tem que pensar a forma do homem como a causa de todos os homens. Entretanto se tomarmos as categorias, a coisa muda de figura, porque ele vai pensar estes princípios (ousía) como ser segundo, como se fosse a atividade do intelecto, o intelecto abstrai de todas as coisas, são duas noções bem diferentes. Podem ser reconciliáveis?
Para Aristóteles as ciências mais exatas são aquelas que possuem menos princípios e que há princípios e que estes princípios é que me permite conhecer as coisas e não através das coisas que eu poderia conhecer as coisas. As categorias são coisas só lógicas ou de algo ontológico? Mas se ele estiver falando de uma realidade real, ai seria o ponto de vista ontológico.

Ele fala primeiro que é a partir dos princípios que se conhece todas as coisas e que e que não é possível das coisas se conhecer os princípios e que o fim de coisas é o Bem. Apesar de ser uma passagem bem platônica, em outros textos, Aristóteles vai fazer uma crítica a noção de Bem, onde as várias formas do conhecimento a um Bem e esse bem não é unânime, (fazendo uma crítica a Platão para quem o Bem é total).
Desta forma para Aristóteles o objeto da investigação da filosofia é especular sobre os princípios primeiros e as causas. Aquele que se põe em perplexidade é aquele que não sabe daí o inicio da filosofia. Ele coloca o exemplo do eclipse, se todos nós estivéssemos na lua, o eclipse seria um fenômeno direto, mas o homem não esta na lua e ele tem que se colocar na lua e apesar de ele não ver o fenômeno diretamente, é capaz de pensar as causas destes fenômenos. Aristóteles tem a maneira de pensar as coisas segundo elas foram se desenvolvendo, por isso ele diz que de certa forma os mitos tentam explicar os fenômenos e aqueles que amam o mito reconhecem que não sabem por isso eles são de certa forma filósofos.
Esta forma de conhecimento, a filosofia, começou a se desenvolver quando já se possuía tudo de necessário e de conforto, neste sentido a filosofia não tem utilidade, não serve para nada. Servir é viver em função de outra coisa, de outro. Mas isto não tira o seu valor, pois ela tem um fim em si mesma, não somos nós que fazemos alguma coisa pela filosofia e sim ela que faz algo a nós mesmos. Se a filosofia é a busca de saber e mais nada, ela é a realização mais completa do homem, ela é aquilo que mais realiza o homem. E cada vez que conhecemos mais, por pouco que seja, mais conhecemos o que é o homem e daí realizamos mais o homem. Ao conhecer as coisas conhecemos o próprio homem e sua natureza.
Para Aristóteles o homem livre é um sábio em potencial e o filosofo em certo sentido é aquele que realiza toda potência do homem, mas não é todo homem que pode realizar. Ele tinha um espírito muito grego que tinham uma noção de desenvolvimento, de hierarquia, então o escravo embora não deixe de ser homem, ele não tem capacidade de grandes realizações. A medicina é uma ciência escrava da noção de saúde. Todas as ciências particulares em certo sentido são escravas, por isso ele está buscando a ciência primeira. Se o saber não fosse uma questão humana os deuses já tinham condenado esses homens a todas as desgraças, no livro XII ele vai dizer que se só há só uma ousía, essa ousía primeira seria o estudo da própria teologia e seria esta a ciência buscada. E reforçando, ele diz que todas as ciências são mais necessárias, mas nenhuma é superior aquela que busca as causas primeiras.
Ou seja, a metafísica propõe que se busque esta ciência, que busca entender aquilo que esta mais distantes de nós já que não temos conhecimento das sensações dessas coisas.


Capitulo 3

As causas primeiras são quatro e análise das doutrinas dos predecessores como prova da tese


Hoje os especialistas têm insistido na tecla de que não são quatro causas e sim quatro modos de se dizer as causas o que é mais coerente com Aristóteles quando ele diz: o ser se diz de muitas maneiras.

Existe uma ambivalência no conceito de ousía em Aristóteles. No livro VII ele vai examinar os 3 candidatos para ousía:

a. a matéria;
b. a forma;
c. a mistura dos dois (composto).

Nessa definição das características que ele vai fazer da ousía, uma vai privilegiar a matéria e outra a forma. A ousía que é a realidade mais real buscada de qualquer coisa, ele vai dizer que é preciso que a ousía seja subjacente aquilo do que estamos falando, neste sentido parece que a matéria é mais ousía do que a forma. É aquilo que esta por baixo. Eu não posso predicar em nada, pois ela é sujeito de todas as predicações.
Outra característica ele vai dizer que no primeiro sentido de causa, ele vai dizer que é essência ou o que era para ser. Ele usa estes dois termos, pois para ele, a ousía tem algumas características em que ela é substrativo, e tem algumas características de algo que subsiste por si só. Neste sentido a matéria não subsiste por si só. Ele precisa da forma. Mas será que a forma se subsiste por si só?
O lugar de Aristóteles é muito delicado, pois, ele esta tentando fazer uma crítica forte a toda hipótese inteligível, de que a realidade real são as formas, mas ao mesmo tempo ele não pode dizer que a realidade real é a matéria, porque a matéria não é cognoscível, ela só é cognoscível pela forma. É um problema que ele vai tentar resolver com o sínodo. Mas mesmo assim é problemático por que se a ousía não está na forma e não está na matéria, como é que pode está em uma coisa que é a mistura dos dois? Que é um problema da participação. Então sempre que ele falar da ousía ele vai falar com ambivalência, como algo que subjaz, mas algo que é por si e ai na primeira categoria já temos este problema, por isso ele usa dois termos.
Para Aristóteles não há corpo sem alma nem alma sem corpo por que uma é função da outra


A causa primeira se diz de quatro modos:

a) O que era ser ou o que era para ser. Aquilo que era ser. Formal.
b) Aquilo que é. A causa é matéria e substrato. Material.
c) A causa é movimento. O princípio de movimento.
d) A causa é o fim e o Bem.


Prof. Anastácio destacou a importância de analisarmos os termos em grego para que possamos nos aprofundar no texto, pois de outra forma só ficaríamos traduzindo uma coisa por outra e ficamos sem noção do que está sendo falado.

Programação final do II Encontro DYNAMIS de pesquisadores em Filosofia Antiga e nos Estudos Clássicos

Terça feira, 23 de Abril de 2019 08h00 - 09h30 Registro dos Participantes 09h30 – 10h00 Abertura do Evento: Coordenadores. ...